A segurança passou a ser um elemento estratégico para hotéis, bares e destinos turísticos no Brasil. Esse movimento ocorre em função do aumento da participação feminina nas decisões de viagem e das políticas públicas de proteção à viajante.
O Instituto Livre de Assédio aponta que a segurança integra a agenda de toda a cadeia de hospitalidade. Dados do Ministério do Turismo, divulgados em 2026, indicam que sessenta e dois vírgula um por cento das mulheres cancelaram viagens por motivos de segurança. Além disso, sessenta vírgula seis por cento das viajantes solitárias relataram vivenciar situações de insegurança.
Em 2026, o Ministério do Turismo lançou o Programa de Segurança Turística. Ele visa disseminar protocolos de proteção, alinhando-se à Lei Federal nº 14.786/2023, a Lei “Não é Não”. Para o setor privado, a tendência é incorporar esses protocolos a treinamentos e gestão de riscos.
Em um caso em Brasília, uma rede hoteleira reduziu o turnover mensal de vinte e quatro por cento para oito por cento após implementar políticas estruturadas de prevenção ao assédio. Ana Addobbati, presidente do Instituto Livre de Assédio, afirmou que um destino seguro precisa de estruturas preparadas para prevenir riscos e acolher quem necessita de ajuda.


