O diagnóstico de colangite biliar primária (CBP), uma doença hepática rara e autoimune, pode demorar até uma década, segundo uma gastroenterologista. A condição afeta majoritariamente mulheres com mais de quarenta anos e exige acompanhamento contínuo.
A CBP, que causa problemas no fígado, apresenta sintomas como cansaço e coceira intensa. Esses sinais são frequentemente atribuídos a outras causas, o que prolonga o tempo até a identificação correta da doença.
A médica informou que a maioria das pacientes leva quase dez anos para receber o diagnóstico. Esse atraso altera completamente a evolução natural da condição. O processo de descoberta é descrito como uma longa busca por especialistas.
A paciente Valéria de Carvalho, que vive com a CBP, utiliza o tratamento padrão oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para manter a doença estável. Ela afirma que novos medicamentos podem melhorar sua qualidade de vida, mas reconhece que nem todos os pacientes respondem da mesma forma ao tratamento.

