Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas, afirmou que o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, leva vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em um cenário de alta abstenção no segundo turno. As declarações foram feitas durante um painel no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (21 de agosto de 2026).
Hidalgo declarou que a segunda etapa da disputa presidencial deve registrar um índice de abstenção histórico. Ele atribuiu a projeção à desmotivação do eleitor e à falta de propostas dos candidatos. Além disso, a ausência de disputas estaduais em vários estados deve desmobilizar o pleito nacional.
O diretor mencionou que a ausência de disputas estaduais pode tornar a eleição presidencial mais fria. Candidatos a deputado e governador, segundo ele, ajudam a movimentar as campanhas. Hidalgo citou Ceará, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Piauí como exemplos de estados onde a definição do governo pode ocorrer no primeiro turno.
A possibilidade de definição antecipada nesses locais, como São Paulo e Rio de Janeiro, reduz a mobilização de parte do eleitorado. O diretor afirmou que se espera que cerca de 75% do eleitorado do Nordeste não vote no segundo turno para governador. O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, também participou do evento e falou sobre o peso da rejeição aos candidatos.


