A Marinha do Brasil desmentiu a circulação de informações falsas sobre a detecção de navios de guerra dos Estados Unidos na Amazônia Azul. As redes sociais divulgavam alertas de “vigilância máxima” na Zona Econômica Exclusiva brasileira.
A corporação informou que a alegação de ter emitido qualquer alerta sobre a presença de embarcações estrangeiras é falsa. O vídeo utilizado nas publicações, que mostra uma formação de aviões sobrevoando navios americanos, não é recente e já circulava na internet desde julho de dois mil e vinte e cinco.
As narrativas falsas alegavam que o Comando de Operações Navais teria elevado o nível de vigilância após a aparição das naves no limite da ZEE. Algumas postagens citavam uma declaração atribuída a um porta-voz da Marinha sobre a soberania das águas nacionais.
Segundo as autoridades, a Amazônia Azul abrange cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados sob jurisdição brasileira. A área é importante por sua biodiversidade e recursos minerais, mas também sofre com atividades ilícitas, como pesca ilegal e tráfico internacional.
A onda de desinformação sobre a presença militar americana surgiu em um período de tensão, após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciar em maio que facções brasileiras seriam classificadas como “Organizações Terroristas Estrangeiras”.


