Os comandantes das Forças Armadas celebraram a redução de mais de 70% no número de candidaturas de militares em 2026, em comparação com as eleições de 2022. Apenas dezessete militares solicitaram licença para se candidatar em 2026, contra sessenta e um no ano anterior.
A queda na participação política é interpretada pela estrutura militar como indicativo de menor envolvimento da caserna em disputas partidárias, um movimento ocorrido após os atos de oito de janeiro de 2023. O Exército registrou trinta pedidos em 2022, liderando as solicitações da época.
O ministro da Defesa, José Múcio, considerou a adesão “mínima” das três Forças à política neste ano. Ele afirmou a aliados que a baixa participação militar nas disputas eleitorais representa “a verdadeira pacificação”.
Essa redução ocorre em meio aos esforços das cúpulas militares para reforçar a atuação institucional das Forças Armadas, evitando associações com disputas político-partidárias. O general Tomás Paiva, comandante do Exército, celebrou a baixa adesão, reiterando que a instituição deve permanecer afastada de colorações políticas.

