Entidades representativas dos produtores de álcool criticaram uma declaração feita por Flávio Bolsonaro, candidato a presidente do PL. O político afirmou que irá rediscutir o percentual da mistura obrigatória de etanol na gasolina, o que foi considerado desinformação pelo setor.
A nota conjunta das entidades, divulgada nesta sexta-feira (21), contestou a fala do senador. Os produtores alegaram que a afirmação desqualifica uma política de Estado construída ao longo de cinco décadas, sob diversos governos.
Em sua declaração, Flávio Bolsonaro comparou a mudança à redução do tamanho de produtos vendidos em supermercados. Ele disse que a gasolina virou etanol e que há formas de incentivar o segmento no Brasil durante seu governo.
Em julho, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) elevou o percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina de trinta por cento para trinta e dois por cento. O setor produtivo reforçou que a mistura vigente foi implementada com rigor técnico.
As entidades signatárias mencionaram que a Lei do Combustível do Futuro passou pelo Senado Federal com anuência do próprio senador. Elas também apontaram que estudos realizados pelo Instituto Mauá de Tecnologia confirmaram a plena viabilidade das misturas de 27%, 30% e 32%, sem prejuízo ao consumidor.


