A reunião mensal do conselho de administração da Petrobras deve abordar dois pontos centrais para o mercado: a política de preços dos combustíveis e a possível assistência financeira à Braskem. O Bradesco BBI aponta que investidores buscam clareza sobre como a estatal lidará com a defasagem de preços e a crise petroquímica.
O primeiro tema envolve os combustíveis. O banco avalia que a Petrobras manteve os preços da gasolina abaixo da paridade desde o início do conflito no Oriente Médio, usando subsídios. O diesel também foi vendido abaixo do intervalo de referência após a redução de subsídios em julho. Analistas questionam se a companhia recuperará a receita perdida até o final de dois mil e vinte e seis, caso o conflito persista e o governo não anuncie mais subsídios.
A estatal também avançou na exploração. Foi identificada hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que há evidências de petróleo, mas que é preciso determinar o volume recuperável e a viabilidade econômica. A companhia planeja ampliar os trabalhos, aguardando autorização ambiental para perfurar mais três poços.
O segundo ponto de atenção é a Braskem. Informações apontam que a Petrobras avalia conceder prazos mais longos para o pagamento de matérias-primas. A extensão poderia chegar a seis meses, beneficiando o capital de giro da petroquímica em cerca de US$ 600 milhões. A empresa enfrenta dificuldades financeiras e avalia pedir recuperação extrajudicial para reestruturar mais de US$ 10 bilhões em dívidas.


