A Polícia Federal investiga uma lobista que estimava receber até R$ 100 milhões em 2024 ao facilitar negócios de empresas junto ao governo federal. A empresária, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, é acusada de tráfico de influência.
Segundo a PF, a lobista mantinha uma relação informal com Fábio Luís Lula da Silva e com o empresário Fernando Bittar. Os três participavam de um grupo de mensagens onde discutiam projetos ligados ao governo federal. Em um diálogo de janeiro de 2024, a empresária afirmou desejar receber a quantia de R$ 100 milhões naquele ano.
A apuração da PF suspeita que o grupo tentou favorecer a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, para obter contratos no Ministério da Saúde. Para acessar o ministério, o grupo recorreu a Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe do gabinete presidencial, para conseguir uma reunião com Swedenberger Barbosa.
Após o encontro, um contrato para venda de cannabis medicinal ao Ministério da Saúde foi preparado sem licitação. Entre fevereiro e novembro de 2024, a lobista efetuou pagamentos a Marco Aurélio Santana Ribeiro, totalizando R$ 217.098, além de comprar joias avaliadas em R$ 9,2 mil.
A Procuradoria-Geral da República apontou que a investigação não identificou a conclusão de negócios com o governo federal. O documento ressalta que a PF constatou contato entre a lobista e Fábio Luís Lula da Silva, mas nenhuma negociação foi fechada pela máquina pública.

