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Leitura: Corpos preservados em gelo explicam fenômeno glacial
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Cotidiano

Corpos preservados em gelo explicam fenômeno glacial

Carla Fernandes
Última atualização: 21 de agosto de 2026 22:47
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O achado de dois corpos de alpinistas belgas, desaparecidos há trinta e quatro anos na Suíça, ajuda a explicar a preservação de restos mortais em geleiras. O processo ocorre pela ação do frio extremo, que reduz a atividade de bactérias e enzimas decompositoras.

A baixa temperatura retarda a degradação dos tecidos após a morte. Se o corpo for rapidamente coberto por neve e incorporado ao gelo, ele pode permanecer congelado por longos períodos. O ambiente de alta montanha também favorece a desidratação, um processo similar à mumificação natural.

O degelo expõe esses restos, mas a preservação não é eterna. Quando o gelo recua, os corpos voltam a ser expostos ao ar e a temperaturas mais altas, o que acelera a decomposição.

O derretimento das geleiras nos Alpes tem tornado esse fenômeno mais visível. Em dois mil doze, por exemplo, foram encontrados três alpinistas desaparecidos em mil novecentos e vinte e seis no glaciar Aletsch, na Suíça. O caso mais notório é o de Ötzi, encontrado em mil novecentos e noventa e um, com cerca de cinco mil e trezentos anos.

TAGGED:alpinismoDescobertafrioglaciarespreservaçãoSuíça
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