Ricardo Pachón, produtor, compositor e guitarrista, faleceu em sua cidade natal, Sevilha, aos 89 anos. Sua morte encerra uma fase criativa importante da música andaluza, abrangendo estilos flamencos, rock e experimental.
O artista viveu uma trajetória longa e intensa. Ele esteve presente na eclosão musical sevilhana de meados dos anos setenta, período que ele chamou de “primavera lisérgica sevilhana”. Pachón não observava a cena de longe; ele vivia as experiências junto aos músicos.
Seu talento permitiu que ele canalizasse essas vivências em produções. Embora muitas dessas obras não tenham tido sucesso de vendas imediato, elas se tornaram produtos de culto ao longo do tempo.
As gravações de Pachón são valorizadas em listas de melhores discos, tanto da década de sua produção quanto de meio século. Sua contribuição marca um ponto final em uma etapa de grande liberdade e criatividade na música andaluza.

