O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira, dia 21, a cassação da aposentadoria de um ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal. A medida decorre de condenação anterior do ministro em um processo ligado à trama golpista ocorrida no governo Jair Bolsonaro.
A decisão de Moraes estabelece que o entendimento do Supremo sobre a perda de cargo público em casos de condenação criminal alcança servidores inativos. Por isso, a sanção determina a cassação da aposentadoria do ex-diretor de PRF, conforme texto do ministro.
Segundo a acusação da Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor atuou para impedir o deslocamento de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o segundo turno das eleições de 2022, usando blitze em rodovias do Nordeste. Ele já havia sido condenado pelo STF a 24 anos e seis meses de prisão.
Antes desta determinação, o servidor havia obtido a aposentadoria em 2022, quando tinha quarenta e sete anos. A defesa do ex-diretor negou qualquer participação no impedimento de eleitores, alegando que ele foi alvo de notícias falsas e de uma intensa cobertura midiática.

