O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) anulou a filiação de um deputado ao Democracia Cristã (DC). A Justiça restabeleceu o vínculo do parlamentar com o PDT, o que resulta na perda de representação do DC no Congresso Nacional.
A mudança ocorreu após o parlamentar alegar que sua filiação ao DC aconteceu sem seu consentimento. O episódio se deu em um embate político entre o presidente do partido, João Caldas, e um deputado do PP-AL.
O deputado ocupava mandato temporariamente enquanto um colega estava licenciado. Ele se afastou da adesão ao DC ao saber que a legenda questionou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma norma que beneficiaria Álvaro Lira, filho do ex-presidente do partido.
O DC havia entrado com uma ação contra a alteração do critério de idade mínima para posse de suplentes, buscando impedir a posse de Álvaro Lira. Essa iniciativa no STF só foi possível porque o deputado havia ingressado na legenda, conferindo ao partido a representação necessária para propor tal ação.
Em despacho, o juiz eleitoral Paulo Sérgio Filho afirmou que não havia elemento que provasse a vontade do deputado ao se filiar ao DC, mesmo após o partido ser chamado a explicar o caso.

