O ex-proprietário da Yukos, Chodorkovskij, afirmou em postagem em seu blog que a verdadeira reparação de equipamentos atingidos por explosivos requer paralisação e troca de unidades. Ele alega que a Rússia, contudo, cancela a manutenção planejada para extrair combustível das refinarias danificadas.
Segundo Chodorkovskij, o combustível de qualidade inferior substitui o padrão, o que prejudica os motores dos veículos. A situação no mercado se estabiliza a curto prazo, mas não reflete o estado real dos equipamentos, que pioram drasticamente apesar de permanecerem em operação.
O ex-oligarca explicou que o calor em unidades atingidas reduz sua resistência estrutural, capacidade de suportar pressão e temperatura. Ele disse que a ausência de estudos detalhados impede Moscou de ter um panorama real sobre a condição de suas refinarias. A guerra da Ucrânia prossegue, e Chodorkovskij alerta que as consequências podem ir além do âmbito técnico.
Há riscos para civis, pois tanques de armazenamento em locais elevados podem vazar em caso de danos repetidos, despejando combustível em áreas residenciais. Chodorkovskij fez um alerta direto aos moradores de áreas ameaçadas, pedindo que não se aproximem de tanques que já sofreram incêndio.
A campanha de ataques da Ucrânia contra a infraestrutura de petróleo russa começou na primavera de 2026, atingindo refinarias em Rjazan, Moscou, Nizhny Novgorod, Ufa, Orsk e Omsk. As estimativas indicam que os ataques reduziram a capacidade de produção de gasolina da Rússia em até um terço. Em resposta, o Kremlin proibiu a exportação de combustíveis e aumentou os recebimentos de petróleo indiano.


