Mark Cuban afirmou que radiologistas não serão substituídos por inteligência artificial. O empresário defende que modelos de IA são caros e complexos de aplicar na medicina. Ele aponta que o foco da automação recai sobre tarefas administrativas em grandes conglomerados de saúde.
Cuban argumenta que a implementação de modelos de IA é inviável em escala clínica por questões de custo e responsabilidade. Segundo o empresário, a medicina é um negócio onde a junção de inteligência artificial e conhecimento especializado é difícil de montar. Ele distingue a análise, defendendo que o julgamento clínico permanece, mas o trabalho burocrático pode ser automatizado.
O empresário direciona a automação para o setor administrativo, concentrado em empresas verticalmente integradas e listadas publicamente, como as administradoras de benefícios farmacêuticos (PBMs). Por exemplo, a CVS Health, dona da Caremark, lançou um gerente de assistência de sinistros habilitado por IA, que promete reduzir o tempo de processamento em mais de 20%.
Outras empresas também investem na tecnologia. A Evernorth, ligada à Cigna, utiliza IA para cortar o tempo até o tratamento pela metade. Já a UnitedHealth Group, com a Optum Rx, visa eliminar trinta por cento do volume de autorizações prévias até o final do ano. O empresário, que fundou uma empresa para contornar as PBMs, tem visões sobre o tema.

