Trabalhadores de uma obra de reforma em Flandres Oriental, Bélgica, descobriram barras e moedas de ouro escondidas na fundação de um imóvel. O material foi avaliado em cerca de R$ 54,3 milhões. A descoberta, feita durante a instalação de tubulações, motivou uma investigação policial sobre a procedência do tesouro.
A equipe, que realizava os trabalhos nas fundações, inicialmente considerou os objetos moedas comuns. A suspeita mudou com o surgimento de pepitas de ouro. O conjunto de moedas e barras foi avaliado em aproximadamente nove milhões de euros.
O imóvel pertence à CAW Oost-Vlaanderen, organização de assistência social em Dendermonde. O diretor da CAW, Geert Hillaert, manifestou surpresa e disse esperar que os recursos sejam usados nas atividades sociais da instituição. Ele também expressou a expectativa de que os pedreiros não busquem a reivindicação judicial do tesouro.
A legislação belga define regras para tesouros achados em propriedades. O possível proprietário original tem cinco anos para reclamar os itens. Caso não haja comprovação de propriedade neste prazo, a lei civil prevê a divisão do ouro, mas isso depende de verificação da origem e de ligações com atividades criminosas.
A polícia belga iniciou apuração e pediu que curiosos não se aproximassem do local. As autoridades informaram que a residência foi revirada durante a procura. A procedência do material e sua possível relação com crimes são os pontos centrais da investigação.


