Flávio Bolsonaro (PL) ajusta sua estratégia de campanha para a presidência. O candidato utiliza três discursos principais, elaborados pelo marqueteiro Duda Lima, para angariar votos. Os focos incluem a herança de seu pai, Jair Bolsonaro, o posicionamento como ‘mal necessário’ e ataques éticos ao petismo.
A tática central envolve reafirmar o alinhamento antipetista, posicionando-se como herdeiro de Jair Bolsonaro. Em contrapartida, o candidato busca convencer a centro-direita moderada, que demonstra receio do bolsonarismo, de que ele é o único capaz de derrotar o Partido dos Trabalhadores (PT). Para isso, afirmou que, se eleito, seu governo seria de transição, respeitando as regras democráticas.
Um terceiro vetor da campanha visa desviar a atenção das agendas éticas do PT. Flávio Bolsonaro foca em investigações envolvendo um dos filhos do presidente, Fábio Luís, e um assessor petista. Essa abordagem busca nivelar o debate moral da disputa.
A nova fase da campanha também funciona como resposta a críticas de Gilberto Kassab (PSD), que sugeriu que o candidato seria derrotado no segundo turno. Bolsonaro retoma o discurso antissistema, ao mesmo tempo em que se apresenta como um presidente de transição, visando apoio de figuras como Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Na quinta-feira (20/8), o presidenciável do PL atacou o gabinete do presidente, citando o escândalo do INSS e investigações da Polícia Federal (PF). Essa ação mira conservadores moderados, questionando a dignidade de apoio ao candidato caso ele se vincule a escândalos, e também responde a outros nomes da direita.

