O abacaxi cultivado no Norte Fluminense e a farinha de mandioca de São Francisco de Itabapoana avançam no processo para obter o registro de Indicação Geográfica (IG). A iniciativa, que reúne produtores e pesquisadores, visa atestar as características e os modos de produção ligados a cada território.
A Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) apoia o projeto por meio de edital específico. A Associação dos Produtores de Abacaxi do Norte Fluminense e a Associação dos Produtores de Mandioca e Fabricantes de Farinha de Travessão de Barra (Aprofar) participam das atividades. O objetivo é combinar estudos científicos com o conhecimento tradicional dos agricultores.
A cadeia produtiva do abacaxi atinge cerca de mil produtores, com mais de cem milhões de frutos anuais, sendo cultivado em Campos dos Goytacazes, Quissamã, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. Para a farinha, em São Francisco de Itabapoana, métodos indígenas são mantidos em casas de farinha. Os produtores apontam o controle da temperatura na torrefação como fator que preserva amidos e intensifica o sabor.
Heraldo Meirelles, presidente da associação de produtores de abacaxi, afirmou que o apoio permitiu aos agricultores acessar novas tecnologias e conhecimento técnico, melhorando a qualidade da produção. Por sua vez, a pesquisadora da Aprofar, Thamyres Siqueira Freire, disse que o fomento da Faperj fortalece a agricultura familiar e a competitividade das agroindústrias locais.
Entre esta sexta-feira (21/8) e domingo (23/8), São Francisco de Itabapoana sedia o primeiro Festival do Abacaxi e da Farinha, evento que visa dar visibilidade aos produtos e ao processo de reconhecimento da IG.

