As três candidaturas de extrema esquerda ao governo de São Paulo obtiveram seis por cento das intenções de voto no Datafolha divulgado nesta sexta-feira. Os partidos defendem a reformulação completa das forças policiais, com propostas variadas entre desmilitarização e dissolução.
O Partido da Causa Operária (PCO) defende a dissolução das corporações policiais. Sua candidata, Izadora Dias, defende o direito de autodefesa da população por meio do armamento civil e da criação de comitês nos bairros. Ela afirmou que o armamento é um direito democrático para que o cidadão possa se defender em situações de violência.
As candidaturas do PCB e da UP também criticam o modelo atual de segurança, mas não defendem o fim das polícias, e sim a desmilitarização. O candidato do PCB, Carlos Machado, propôs que o setor fosse regulado pela população via conselhos populares, focando em tecnologia contra o crime organizado e na segurança de minorias.
A candidata da Unidade Popular, Vivan Mendes, defende que a fiscalização dos agentes ficaria com corregedorias, visando ampliar mecanismos independentes de investigação de abusos. Ela disse que a hierarquia impede o controle popular sobre as ações policiais.
A única candidatura de direita com menos de dois por cento de intenções de voto é a de Edjane Lima de Sousa, que não registrou plano de governo. A candidata, policial militar com quarenta e nove anos, propõe reformar prédios públicos para dar moradia aos agentes de segurança.

