Álvaro Malaquias Santa Rosa, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) no Complexo de Israel, emprega drones e barricadas com explosivos nas disputas territoriais no Rio de Janeiro. A liderança combina táticas bélicas com a instrumentalização da fé para manter o controle sobre a região.
A atuação do TCP no Complexo de Israel demonstra a incorporação de tecnologia militar no crime organizado. Os drones, inicialmente usados para vigilância de acessos, passaram a ser empregados no reconhecimento de territórios rivais, como os do Comando Vermelho (CV). Recentemente, os aparelhos passaram a lançar granadas contra alvos inimigos, sem distinção entre combatentes e civis.
A contenção territorial também se dá por meio de barreiras físicas. Além de valas profundas, o grupo utiliza veículos nas barricadas equipados com explosivos acionados remotamente. O líder do TCP deu ordens para atirar em veículos em vias de grande circulação, como a Avenida Brasil e a Linha Vermelha, visando afastar a polícia.
A dimensão simbólica da liderança envolve a religião. O chefe do TCP cultiva a imagem de evangélico fiel, o que cria laços com parte da população. Ele impõe regras internas, como a proibição de adquirir gêneros alimentícios de fora e a destruição de terreiros, usando a fé como ferramenta de legitimação do poder armado.
As autoridades classificaram a prática de violência como terrorismo. O grupo tem resistido a incursões de rivais e das forças de segurança por meio dessas táticas avançadas.

