A Alliance Defending Freedom, escritório de advocacia, enviou uma notificação à WNBA após incidentes envolvendo apoiadores de Sophie Cunningham em partidas em Seattle e Atlanta. A organização pede que a liga estabeleça políticas mais claras para garantir o respeito às opiniões dos torcedores.
Suzanne Beecher, assessora jurídica da Alliance Defending Freedom, afirmou que proteções de livre expressão podem ser aplicadas em nível federal, estadual e local. A advogada citou o possível uso de verbas públicas em instalações da WNBA, mencionando que argumentos da Primeira Emenda podem ser utilizados.
O primeiro episódio ocorreu no jogo da Indiana Fever contra a Seattle Storm, em 28 de julho. Duas adolescentes exibiam camisetas e cartazes apoiando Cunningham, que se manifestou contra atletas transgênero em esportes femininos. Um proprietário minoritário da Seattle Storm teria abordado as jovens, utilizando linguagem ofensiva.
Em outro caso, em 16 de agosto, durante o jogo da Fever contra a Atlanta Dream, a família de uma das adolescentes foi orientada pela segurança da WNBA a cobrir as camisetas ou deixar a arena. A liga posteriormente reconheceu que os seguranças restringiram indevidamente o vestuário dos torcedores.
Beecher pediu que a WNBA esclareça suas regras e eduque funcionários e parceiros, defendendo que qualquer restrição de expressão deve ser aplicada igualmente, sem favorecer um lado do debate sobre atletas transgênero. A liga, por sua vez, afirmou que não endossa o ocorrido.

