Vinte e sete estudantes do Programa Jovem Senador encerraram a semana de vivência legislativa nesta sexta-feira (21). Os jovens aprovaram três propostas de lei voltadas ao acolhimento de imigrantes e refugiados, à ampliação de oportunidades e à prevenção da violência contra meninas e mulheres.
As propostas, que serão enviadas à Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, tratam de temas variados. A primeira, o Projeto de Lei do Senado Jovem (PLSJ) 1/2026, cria a Política Nacional de Apoio e Acompanhamento ao Estudante Imigrante. A relatora, Isabela Lúcio Santana, de São Paulo, incluiu refugiados no texto e propôs cursos de línguas estrangeiras para professores. Uma emenda de Tavine Pietra de Almeida Lara, de Santa Catarina, nomeou a política em homenagem a um participante, Juan Jose Ramirez Guevara.
O PLSJ 2/2026, denominado Juventude Sem Barreiras, institui a Política Nacional de Desenvolvimento Escolar e Cidadania. Ele prevê ações sobre letramento digital, participação democrática e acesso a vagas de trabalho. Durante o debate, Maria Laura Soares e Silva, do Rio de Janeiro, defendeu que a escola deve ensinar o uso consciente das novas tecnologias, e não evitá-las.
A terceira proposta, o PLSJ 3/2026, foca na Política Nacional de Prevenção à Violência contra Meninas e Mulheres. Yasmin da Silva Freitas, do Acre, acrescentou o conceito de “violência vicária” ao texto. Os participantes passaram pela tribuna para compartilhar aprendizados, enquanto Paulo Paim, autor do programa, fez homenagem e defendeu a permanência da juventude nos espaços de decisão.

