A sequência de terremotos de grande magnitude registrada em diversas regiões do mundo nas últimas semanas não aponta para um aumento na atividade sísmica global, explicam pesquisadores. Não há evidências de aceleração nos movimentos tectônicos, apesar dos abalos terem ocorrido em contextos distintos.
Eventos recentes incluem tremores de magnitude 7,2 e 7,5 na Venezuela em 24 de junho de 2026. No final de julho, um tremor de magnitude 7,1 atingiu o sul do Japão. Em 10 de agosto, a Colômbia registrou um sismo de magnitude 7,4, seguido por um tremor de magnitude 7,7 na ilha de Flores, na Indonésia, cinco dias depois.
A atividade sísmica também foi notada na região de Granada, Espanha, em agosto, com tremores de menor intensidade. Outro evento de magnitude 7,2 ocorreu no Peru na quinta-feira, 20 de agosto de 2026. Os especialistas apontam que a concentração aparente é resultado da variabilidade natural, já que os abalos ocorreram em contextos tectônicos diferentes.
A média mundial registra cerca de 16 terremotos de magnitude 7 ou superior por ano. Quando os eventos são próximos geograficamente, pode haver relação, como em réplicas ou pares sísmicos, fenômeno conhecido como transferência de esforços de Coulomb. Contudo, esse efeito não explica tremores em regiões distantes.
A percepção de uma concentração excepcional aumenta porque vários dos tremores recentes atingiram áreas povoadas. A magnitude não é o único fator de destruição; profundidade, solo e resistência das estruturas também influenciam os danos, segundo os pesquisadores.

