A Agência Espacial Americana (NASA) divulgou imagens que demonstram o movimento das dunas dos Lençóis Maranhenses. A análise comparativa entre fotos de 1986 e 2026 mostra um avanço de meio quilômetro para oeste em certas áreas, impulsionado pelo vento.
A paisagem, descrita pela NASA como um “deserto feito de água”, foi capturada pelo satélite Landsat 9 em junho. A foto revela o Oceano Atlântico ao norte, a faixa central de quartzo e o cinturão de vegetação que cerca o campo de dunas.
A areia branca do parque provém dos rios circundantes. Ao longo de milhares de anos, os cursos d’água depositaram quartzo em uma faixa costeira plana, material que se acumulou com as variações do nível do mar. O vento, posteriormente, moldou as fileiras de dunas.
A formação geológica se explica pela retenção da água da chuva. Abaixo da areia existe uma camada impermeável, fazendo o líquido se acumular nas depressões entre as elevações. Isso mantém milhares de lagoas cheias entre janeiro e junho, secando nos meses subsequentes.
Os Lençóis Maranhenses ocupam 155 mil hectares no noroeste do estado, a 250 quilômetros de São Luís, constituindo o maior campo de dunas da América do Sul. A UNESCO reconheceu o local como Patrimônio Natural da Humanidade em julho de 2024.

