A Delta Air Lines pretende usar inteligência artificial para melhorar a lucratividade. Segundo o CEO Ed Bastian, a tecnologia ajudará a tomar decisões mais eficientes em preços e operações. A meta é reduzir custos e aumentar a margem de lucro da companhia aérea.
Bastian afirmou que, ao tomar decisões melhores ao longo de vários anos, a empresa pode obter um aumento de 50% na lucratividade. Ele explicou que a IA substituirá decisões lentas de funcionários por determinações constantes da máquina em áreas como preços, manutenção e suprimentos.
A companhia já havia implementado soluções de precificação dinâmica com uma startup de tecnologia em julho de dois mil e vinte e cinco. Na época, a ferramenta foi lançada em cerca de três por cento da rede doméstica, com planos de expandir para vinte por cento até o final de dois mil e vinte e cinco.
O uso da tecnologia gerou questionamentos de senadores americanos, que enviaram uma carta formal sobre privacidade de dados. Os parlamentares questionaram se o sistema rastreia o histórico de navegação individual dos clientes. A Delta respondeu que não utiliza produtos de tarifa que visem clientes com preços individuais baseados em dados pessoais.
Especialistas apontam que a precificação dinâmica ajusta a disponibilidade de assentos em diferentes faixas de preço, e não cria preços diferentes para o mesmo passageiro no mesmo momento. Isso permite que a companhia ofereça descontos a mais pessoas, otimizando a receita geral.


