O presidente afastado da ApexPartners, Fernando Cinelli, afirmou que as operações que levaram ao seu afastamento e ao bloqueio de R$ 5 milhões em bens eram rotina dentro do grupo. O executivo também declarou ter colocado recursos próprios na companhia.
Cinelli explicou que a movimentação de recursos contestada pela empresa para justificar seu afastamento “constituía etapa operacional usualmente praticada para viabilizar estratégias concebidas no interesse da própria organização”. Ele disse que o trânsito de valores entre contas era um modus operandi na Apex.
O ex-CEO listou supostas transferências para a ABM Partnership Investimentos e Participações Ltda., ligada à ApexPartners. Entre elas, houve um repasse de R$ 900 mil em junho de 2026, além de transações de R$ 100 mil e R$ 200 mil em julho.
A empresa informou que os R$ 23 milhões enviados para contas de Cinelli, via fundo da companhia, aguardam análise de uma auditoria externa. Em petição, Cinelli solicitou análise da causa e do destino de cada fluxo financeiro, pedindo uma apuração documental independente.
Além do ex-CEO, o então diretor financeiro da companhia, Eduardo Siqueira, também foi afastado. Cinelli disse que, logo após o afastamento, compartilhava decisões com outras pessoas na empresa.

