O fundo imobiliário TRXF11 acumulou queda de 20% no valor da cota em doze meses, encerrando o pregão desta sexta-feira com R$ 71,80. A gestão da TRX, em evento realizado em São Paulo, explicou a oscilação ligada à expansão do portfólio e à estrutura financeira do fundo.
Luiz Augusto Amaral, sócio fundador e CEO da TRX, afirmou que a empresa reconhece a necessidade de melhor comunicação com os cotistas. Ele mencionou que uma reavaliação patrimonial extraordinária poderia ter ocorrido antes da emissão de novos ativos, embora a regulamentação não exija tal procedimento fora da janela anual.
A empresa anunciou uma oferta para captar entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões, com preço de subscrição fixado em R$ 94,39 por cota. A explicação para a variação do patrimônio envolve a dívida do fundo, parte da qual está atrelada ao CDI. A estratégia é trocar essas obrigações de curto prazo por financiamentos de prazo maior, indexados ao IPCA.
A alavancagem do TRXF11 está próxima de 31%, nível que a gestão considera administrável, mas pretende reduzir para uma faixa entre 20% e 25%. Amaral declarou que a percepção do investidor também influencia o risco, além do tamanho da dívida. A reciclagem do portfólio, com venda de ativos, será ferramenta para reduzir o endividamento.
A gestão também sinalizou que imóveis de varejo são foco da reciclagem, pois ativos menores facilitam a venda. O CEO explicou que, enquanto os imóveis em obra usam dívidas mais caras, após a receita de aluguel, substitui-se esse financiamento por um de longo prazo e menor custo.


