Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP, avaliaram a aplicação de fertilizante mineral associado a um aditivo biológico. Os testes indicaram que o tratamento aumenta o desenvolvimento de plantas, especialmente em solos sob rotação de culturas, melhorando atributos do solo.
Os experimentos, conduzidos por Paloma Barros Dias, visam criar estratégias agrícolas mais sustentáveis diante dos desafios globais de produção de alimentos. A pesquisadora afirmou que o uso intensivo de fertilizantes minerais impacta a biodiversidade microbiana e funções ecológicas do solo, como a decomposição de matéria orgânica.
O estudo, realizado no Laboratório de Microbiologia do Solo da Esalq, analisou o milho por quarenta e cinco dias. Em um dos testes, compararam-se solos de mata nativa, pastagem, rotação de culturas e manejo convencional. Os resultados apontaram que solos mais conservados tiveram maior diversidade microbiana e respostas mais positivas aos tratamentos.
A aplicação do fertilizante com aditivo biológico promoveu melhorias no desenvolvimento vegetal, com incrementos de até 14,5% na biomassa aérea e 7,15% na altura das plantas, em solos em rotação. Os tratamentos também favoreceram a atividade microbiana e a conectividade das redes ecológicas do solo.

