O comércio eletrônico brasileiro, que movimentou cerca de R$ 235,5 bilhões em 2025, enfrenta desafios logísticos. Muitas empresas gerenciam a operação sem dados estruturados, tomando decisões baseadas em percepção e histórico em vez de evidências concretas.
A eficiência logística tornou-se fator determinante para a competitividade no varejo digital. Contudo, o desafio não é a ausência de informações, mas a forma como elas são armazenadas. Dados logísticos se dispersam entre sistemas de transportadoras, ERPs, planilhas e ferramentas de rastreamento, dificultando uma visão unificada.
Sem conseguir relacionar indicadores como custo médio por rota ou índice de ocorrências por transportadora, gestores tomam decisões sem suporte factual. O Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) aponta que custos logísticos representam, em média, 12% da receita das varejistas brasileiras.
Pesquisa do Opinion Box em 2025 revelou que 72% dos brasileiros consideram a experiência de entrega um fator que influencia a decisão de compra futura. Isso reforça a necessidade de transformar dados operacionais em inteligência estratégica para reter clientes.
Plataformas especializadas buscam consolidar esses dados, permitindo a comparação de indicadores em tempo real. Segundo Rafael Mazzaron, CEO da SmartEnvios, a percepção de que a logística pode melhorar não basta; é preciso dados confiáveis para identificar gargalos e negociar condições melhores com transportadoras.

