Duas meninas siamesas morreram na tarde desta quarta-feira (22) em Ribeirão Preto, no sudeste do Brasil. As gêmeas, Helena e Heloisa, faleceram após um procedimento cirúrgico complexo que visava separá-las definitivamente.
O procedimento final foi precedido por quatro cirurgias anteriores. Mais de cinquenta profissionais de saúde participaram do ato médico, segundo informações de um veículo de comunicação internacional. Durante a operação, a equipe médica identificou instabilidade hemodinâmica nas meninas, um quadro em que a circulação sanguínea não ocorre de forma estável.
O quadro das irmãs piorou após a separação definitiva. Uma apresentou pressão baixa, enquanto a outra teve pressão elevada. Às 23h12, Helena sofreu parada cardiorrespiratória e foi declarada morta após vinte e cinco minutos de intervenção. Heloisa também sofreu parada cardíaca às 23h26, e foi declarada morta vinte e cinco minutos depois.
O cirurgião plástico Jayme Farina coordenou a equipe e explicou que as meninas tinham corpos muito fragilizados. Elas sofriam de pneumonia, foram submetidas a traqueostomia e gastrostomia para nutrição. A instabilidade não resistiu ao momento da separação física, levando às paradas cardíacas.
A família das meninas, que reside em São José dos Campos, realizou o sepultamento na cidade. O pai, Amarildo Batista da Silva, afirmou que não considera as mortes um fracasso da equipe médica, dizendo que cada criança é uma perda, mas cada vida salva é uma vitória.

