Técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) terminaram a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão usados nas eleições de outubro. A análise ocorreu na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, e faz parte do Ciclo de Transparência Democrática da Justiça Eleitoral.
O trabalho, iniciado na quinta-feira, dia vinte, estendeu-se até sexta-feira, dia vinte e um. A equipe da CGU examinou a programação da urna eletrônica, os módulos de captação de votos e os softwares usados na preparação, transmissão e totalização dos resultados. O acesso aos códigos permite que instituições autorizadas acompanhem o desenvolvimento e a programação dos sistemas.
O TSE informou que o acesso aos códigos-fonte para as Eleições 2026 foi liberado em outubro de dois mil e vinte e cinco. As entidades fiscalizadoras têm prazo até setembro deste ano para realizar inspeções, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais.
Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE, disse que as entidades acessam o código-fonte para entender como os programas funcionam. O auditor federal Ricardo Peres, da CGU, afirmou que a participação de diferentes poderes e da sociedade civil fortalece o processo eleitoral, mencionando a evolução dos códigos durante a inspeção.
Outras instituições, como a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), já realizaram inspeções anteriores. O processo de fiscalização continua até a lacração dos sistemas, etapa que define os programas para o pleito de outubro.

