Em 1926, o biólogo russo Ilya Ivanov iniciou tentativas de cruzar seres humanos com chimpanzés, buscando demonstrar continuidade biológica entre as espécies. Os experimentos ocorreram na Guiné e não resultaram em sucesso, mas geraram discussões sobre a natureza da hibridização.
Ivanov, nascido na Rússia em mil oitocentos e setenta, desenvolveu métodos de inseminação artificial em animais domésticos. Segundo pesquisa de Alexander Etkind, o trabalho controverso começou na Guiné Francesa, atual Guiné. Em 1926, ele levou seu filho ao país para capturar chimpanzés adultos vivos e, posteriormente, inseminou fêmeas chimpanzés com sêmen humano.
O pesquisador tinha como objetivo criar um “humanzee”. Historiadores sugerem que Ivanov poderia ter buscado usar os experimentos como propaganda antirreligiosa para a União Soviética ateia, ou talvez para criar um “Novo Homem Soviético” transformado biologicamente. Suas motivações exatas não são conhecidas com certeza.
Em um momento, Ivanov planejou inseminar mulheres locais com sêmen de macacos sem consentimento, sob o pretexto de exames médicos no hospital comunitário, mas foi impedido pelas autoridades coloniais francesas. Ele retornou à União Soviética com vinte chimpanzés, dos quais apenas quatro sobreviveram à viagem.
Especialistas em evolução, como James Mallet, consideram as tentativas de Ivanov profundamente antiéticas. Mallet afirma que, embora um híbrido humano-chimpanzé seja teoricamente possível, é altamente improvável, dada a divergência evolutiva de cerca de seis milhões de anos entre as espécies.

