A ação da Marvell Technology caiu seis por cento na terça-feira, atingindo US$ 219,28, perdendo parte da valorização de 2026. A baixa ocorre sob pressão dos rendimentos crescentes dos títulos do Tesouro, apesar de um relatório otimista da UBS sobre sua divisão de inteligência artificial.
A queda na Marvell acontece enquanto concorrentes também registram perdas. A ação da Broadcom caiu dois por cento para US$ 384,59, e a da NVIDIA também despencou dois por cento, chegando a US$ 220,22. O índice iShares Semiconductor ETF, que acompanha o setor, registrou queda de quatro por cento, ficando em US$ 537,48.
A movimentação é macroeconômica. O aumento dos rendimentos do Tesouro e o custo de empréstimos mais alto afetam nomes de tecnologia com altas avaliações. O mecanismo é simples: juros mais altos elevam a taxa de desconto aplicada a lucros futuros distantes, comprimindo avaliações, o que mais afeta empresas com fluxos de caixa projetados para o longo prazo, como a Marvell.
Um analista da UBS, Timothy Arcuri, apontou fatores que podem sustentar o crescimento da Marvell. Ele mencionou planos de capital recentes de empresas como Google, Meta Platforms e Amazon, indicando que a demanda por infraestrutura de IA permanece alta. Além disso, o analista citou a força dos sistemas Blackwell da NVIDIA e a expectativa de expansão da plataforma Rubin como fatores positivos para os produtos ópticos da empresa.
Segundo a UBS, a receita de produtos customizados pode se aproximar de US$ 1,2 bilhão em 2027, um valor superior à projeção anterior da gestão de cerca de US$ 1 bilhão. A empresa deve divulgar os resultados do terceiro trimestre fiscal em 27 de agosto, nove dias depois da queda acionária.


