Imagens de drone revelam uma mansão no Lago Sul, em Brasília, que foi utilizada por Fábio Luís Lula da Silva e uma lobista. O imóvel, com 2.110 m², fica no condomínio Algarve e é objeto de escrutínio em investigações de tráfico de influência.
Segundo relatos de ex-funcionários, a propriedade servia para receber visitas e realizar reuniões. A mansão possui piscina, jardim e churrasqueira, e um dos cômodos funcionava como escritório. Um contrato de aluguel, assinado em 2024 pelo dentista Rafael Nicolau Arbex, foi negociado com a participação da lobista.
A ex-funcionária informou que Fábio Luís Lula da Silva e a lobista frequentavam o local pelo menos duas vezes por mês. Em maio de 2026, a lobista declarou ter apresentado o filho do presidente a um funcionário do INSS por “boa educação”, negando qualquer intermediação de negócios.
Fábio Luís Lula da Silva e a lobista são investigados pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência. A defesa de Fábio Luís afirma que a casa não foi alugada por ele nem para ele, e que suas visitas foram “episódicas e pontuais”.
Mensagens apreendidas em outra operação indicam que a lobista e Fábio Luís discutiam operações comerciais, incluindo o armazenamento de dinheiro fora do alcance da Receita Federal. A defesa de Fábio Luís acrescentou que ele não possui detalhes sobre questões comerciais da mansão, pois não foi locada por ele.

