A campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) demonstrou preocupação com a candidatura de Flávio Bolsonaro, que figura como opção para a disputa presidencial de 2026. Segundo o Datafolha, o presidente Lula lidera com 47% das intenções de voto, mas a diferença para o senador é mínima.
O senador possui registros de suspeitas desde que atuou como deputado estadual no Rio de Janeiro, incluindo alegações de beneficiamento de suposto esquema de rachadinha. Esse esquema envolvia a contratação de funcionários-fantasma para o gabinete e a apropriação dos salários.
Apesar do histórico, Flávio Bolsonaro mantém relevância eleitoral. O antilulismo impulsiona os adeptos a aceitarem qualquer nome capaz de vencer o petista em outubro. O mal-estar econômico e a preocupação com segurança também favorecem sua candidatura.
Um ponto de apelo do senador é a defesa de medidas contra facções criminosas, apresentando a aliança com o presidente dos Estados Unidos. Paralelamente, ele utiliza a questão da atuação de Lula e de lobistas para contestar críticas, respondendo a questionamentos com o lema “E o Lula?”.
A expectativa do PT era que as investigações sobre suas movimentações passadas desqualificassem o candidato. Contudo, essa desqualificação não ocorreu, e o nome segue ativo nas pesquisas, apesar dos riscos para a reeleição do presidente.

