A oposição aos data centers ganhou força nos Estados Unidos. Pesquisas recentes indicam que 75% dos americanos se opõem à construção dessas instalações, um aumento significativo em relação ao ano anterior. A resistência se manifesta em ações governamentais e na opinião pública, afetando o setor de tecnologia.
O sentimento negativo em relação aos data centers se espalhou por diferentes espectros políticos. O governador do Texas, Greg Abbott, suspendeu a construção de mil oitocentos data centers no estado devido a preocupações com o uso de energia e água. Paralelamente, o governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, emitiu ordem executiva restringindo a expansão das estruturas no estado.
Dados da Embold Research apontam que a rejeição é ampla: 43 pontos percentuais a mais entre republicanos, 65 entre independentes e 75 entre democratas. Mike Greenfield, cofundador da Embold Research, disse que o aumento doposição é incomum nos padrões de pesquisa, comparando o cenário a movimentos como o da proibição.
A resistência se deve à natureza física da tecnologia, que gera ansiedade pública. Enquanto algumas empresas, como a Oracle, adotam ações de relações públicas, doando a instituições locais, o setor enfrenta críticas por usar metáforas inadequadas para descrever as instalações, comparando-as a locais de sofrimento industrial.
A expansão das instalações de tecnologia é vista como um ponto de tensão para o Vale do Silício, dado o papel central que essas estruturas desempenham na inteligência artificial. O impacto ambiental, segundo o professor Yuan Yao de Yale, depende muito do contexto em que os data centers operam.

