A Paramount denunciou o ator Mark Ruffalo por invocar temas ligados ao conflito Israel-Gaza ao atacar a proposta de fusão da família Ellison com a Warner Bros. Discovery. A empresa acusou o artista de introduzir ‘tropes antissemitas’ na discussão corporativa, que envolve a Oracle.
A companhia afirmou que não tolera preconceito de qualquer tipo. Um porta-voz da Paramount declarou que termos como ‘genocídio’ e ‘apartheid’, aplicados a uma transação empresarial, extrapolam o aceitável e diminuem o sofrimento real que esses vocábulos representam.
As críticas de Ruffalo foram feitas após ele postar no Instagram sobre a potencial fusão. Ele mencionou a Oracle, alegando que a empresa seria usada por Larry Ellison para financiar a aquisição da Warner Bros. por seu filho David. O ator também fez referência a declarações de Safra Catz, membro do conselho da Paramount, sobre tecnologias que auxiliaram o exército israelense após os ataques de sete de outubro de dois mil vinte e três.
Ruffalo classificou Larry Ellison como um ‘oligarca clássico’, alegando que o acordo consolidaria riqueza e influência entre elites. Ele também apontou que a transação prejudicaria trabalhadores e a indústria cinematográfica, citando um processo movido por doze procuradores estaduais que buscam barrar o negócio. O ator estimou que a fusão poderia eliminar quatro mil e quinhentos empregos de produção e outros dez mil cargos relacionados.

