A NASA divulgou uma imagem do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão, e descreveu a paisagem como um “deserto feito de água”. A agência espacial norte-americana apontou a combinação entre as dunas de areia branca e as lagoas de água doce na região.
Apesar da aparência de deserto, a agência espacial afirmou que o parque não possui clima desértico. O Lençóis recebe cerca de 125 cm de chuva anualmente. Esse volume é superior ao registrado em Seattle, nos Estados Unidos, e cerca de duas vezes o de Londres, no Reino Unido.
A paisagem é formada por fileiras de dunas brancas de quartzo, algumas atingindo cerca de 30 metros de altura. Essas dunas se distribuem sobre um mosaico de lagoas azuis e verdes. A formação, segundo a NASA, resulta de uma combinação de fatores geológicos e climáticos.
Rios levam grandes quantidades de areia de quartzo para a área plana do litoral maranhense. Esse material se acumulou ao longo de centenas de milhares de anos, influenciado por mudanças no nível do mar e na extensão das áreas alagadas. As chuvas completam o cenário característico.
O parque, que possui 155 mil hectares, é o maior campo de dunas da América do Sul. Em julho de dois mil e vinte e quatro, a Unesco declarou o local Patrimônio Natural da Humanidade, considerando sua beleza, características geológicas e importância para a biodiversidade. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima relatou que o parque abriga espécies ameaçadas, como o guará e o peixe-boi-marinho.


