O Irã condenou, neste sábado, os planos dos Estados Unidos de anunciar novas sanções que podem piorar a situação econômica da República Islâmica e impactar parceiros comerciais como a China. O impasse persiste após ataques aéreos entre Washington e Israel em fevereiro.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que o anúncio de sanções econômicas pelos EUA configurava uma “afirmação de soberania extraterritorial sobre todos os Estados-membros independentes das Nações Unidas”. Baghaei declarou, em publicação na rede social X, que tais sanções secundárias não possuem base no direito internacional.
A situação no Estreito de Ormuz está paralisada, com Teerã ameaçando atacar petroleiros não autorizados que transitem pela via. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, deve fazer coletiva na segunda-feira, após alertar sobre a aplicação de “as sanções mais duras da história” contra o país.
Bessent também solicitou cooperação da China, que compra mais de 80% do petróleo irã, segundo dados de 2025 da empresa de análise Kpler. Em contrapartida, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, prometeu responder militarmente a ameaças inimigas com “respostas esmagadoras, punitivas e devastadoras”.

