Um novo golpe utiliza o sistema de transferência Pix para aplicar fraudes em diversas regiões do país. A tática começa com o envio de um Pix de apenas R$ 0,01, valor que os criminosos usam para confirmar a ativação da conta da vítima.
Após o recebimento desse valor pequeno, o golpista contata a vítima por telefone ou WhatsApp. Ele se passa por funcionário do banco e utiliza dados pessoais conhecidos para criar credibilidade na abordagem. O falso atendente orienta a pessoa a acessar o aplicativo bancário e alterar configurações da chave Pix.
Ao seguir as instruções, a vítima pode vincular a chave à conta do fraudador. Com essa vinculação, valores futuros enviados para aquela chave são direcionados ao criminoso. Especialistas em segurança alertam que o microdepósito nem sempre indica golpe, pois empresas podem usá-lo para autenticar cadastros, mas a vítima deve ser avisada previamente.
O Banco Central implementou o BC Protege+, uma ferramenta que permite ao cidadão solicitar que não sejam abertas novas contas em seu nome. Para quem já foi vítima, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) permite solicitar a recuperação de valores em até 80 dias após a transação, caso a fraude seja confirmada.


