O economista Pedro Jobim afirmou que uma recessão no Brasil geraria perdas diretas em ativos de pessoas físicas e investidores institucionais. O analista defende que o ciclo econômico atual, baseado em instrumentos de mercado de capitais, difere dos períodos de 2015 e 2016.
Jobim argumenta que a manutenção de juros reais elevados por anos aumentou a despesa financeira das empresas. Esse cenário levou a um aumento inédito nos pedidos de recuperação judicial, além de elevar a inadimplência e as provisões dos bancos, segundo o economista.
Ele projeta que a economia pode entrar em recessão em 2027, resultado do patamar de juros reais e do esgotamento do ciclo de crédito. Projeções de mercado ainda não refletem essa retração, mas o nível de endividamento de famílias, empresas e do governo intensifica o risco.
O indicador da XP registrou pessimismo extremo entre empresários e investidores, influenciado pelo pedido de recuperação judicial da Casas Bahia. O economista também criticou o governo, dizendo que a receita pública cairia enquanto a despesa, majoritariamente obrigatória, continuaria a crescer.

