Uma disputa interna no movimento MAGA, centrada na política de intervenção militar no Irã e na sucessão de Donald Trump, divide o cenário político americano. A divergência entre alas do partido pode impactar as eleições de novembro e a dinâmica do poder nos Estados Unidos.
Há mais de um ano e meio, o debate interno na administração de Trump e na sociedade americana, chamado de guerra civil por analistas, ganhou força. O ponto central do atrito é a postura dos Estados Unidos em relação ao Irã e o papel do país na geopolítica mundial.
Trump sugeriu em agosto que doadores do movimento apoiassem o vice-presidente J. D. Vance nas próximas eleições presidenciais, mas manteve-se sem endosso oficial. Essa hesitação alimenta a esperança de republicanos mais tradicionais, cujo candidato é o ministro das Relações Exteriores, Marco Rubio. As duas facções divergem fundamentalmente sobre a intervenção americana.
Rubio defende uma postura neoconservadora, apoiando o uso de força militar, como no apoio a Israel contra o Irã. Vance, por outro lado, defende a moderação e pede a redução dos compromissos com aliados da OTAN, Israel e Ucrânia, focando nos interesses internos dos EUA.
A divisão se reflete entre eleitores republicanos, segundo dados do centro de pesquisa Pew Research. Enquanto 63% dos apoiadores com mais de 50 anos defendem um papel ativo dos EUA no mundo, apenas 38% dos mais jovens mantêm essa visão. O analista Kryštof Kozák apontou que a promessa de Trump de encerrar conflitos, como o da Ucrânia, não se concretizou.


