O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma medida temporária para aumentar a importação de carne bovina. A ação visa reduzir os custos para consumidores americanos, que enfrentam alta nos preços devido à escassez global de gado.
O governo permitirá, por noventa dias, a entrada de até 300 mil toneladas métricas de produtos para carne moída sem a tarifa aplicada às cotas excedentes. Trump declarou que exportadores estrangeiros concordaram em vender a carne com desconto de vinte e cinco por cento sobre os preços atuais de mercado. A Casa Branca informou que a redução seria repassada aos consumidores.
A iniciativa responde a um problema estrutural, pois o rebanho americano se mantém próximo a níveis historicamente baixos. Em primeiro de julho, havia noventa e quatro, dois milhões de cabeças de gado e bezerros, um aumento marginal em relação ao ano anterior. A redução na oferta elevou os custos em toda a cadeia produtiva.
A estratégia, contudo, gera divergência. A National Cattlemen’s Beef Association, entidade que representa pecuaristas, manifestou decepção com a decisão. O grupo argumenta que priorizar a resposta imediata à inflação prejudica a estabilidade do setor, pois a concorrência externa pode diminuir incentivos para os produtores locais.
A formalização da mudança ocorrerá via ordem executiva nas próximas duas semanas. Ainda há dúvidas sobre como o governo garantirá que o desconto prometido pelos exportadores chegue efetivamente às prateleiras dos supermercados.

