A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou a projeção da safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 em agosto. A estimativa reduziu 3,9 milhões de toneladas em relação a abril, com queda na produção de açúcar e aumento na produção de etanol.
A produção nacional de cana foi ajustada de 709,1 milhões para 705,2 milhões de toneladas, representando uma queda de 0,55%. A área plantada caiu de 9,12 milhões para 9,05 milhões de hectares. A produtividade média, contudo, teve leve alta, atingindo 77.905 quilos por hectare.
O ajuste mais notável ocorreu na destinação da matéria-prima. A previsão de produção de açúcar diminuiu de 43,95 milhões para 42,89 milhões de toneladas, uma redução de 1,07 milhão de toneladas. Em contrapartida, a produção de etanol subiu de 29,26 bilhões para 29,98 bilhões de litros, um aumento de 717 milhões de litros.
A mudança no mix projetado indica maior direcionamento da cana para o etanol. O etanol hidratado, por exemplo, teve sua estimativa elevada de 18,29 bilhões para 19,60 bilhões de litros. O mercado reflete isso com preços internacionais do açúcar em alta, enquanto o etanol se beneficia da demanda interna, impulsionada pelo aumento obrigatório da mistura na gasolina para E32.


