O Tribunal Departamental de Justiça de Santa Cruz, na Bolívia, determinou a manutenção da prisão preventiva de um ex-assessor argentino. O homem permanece detido no presídio de segurança máxima por suspeita de participar de ataque a tiros contra uma advogada na cidade.
A decisão, tomada na sexta-feira, dia 21 de agosto de 2026, estende a detenção por mais cento e oitenta dias. O indivíduo é suspeito de ter atacado a advogada boliviana em Santa Cruz de la Sierra. Ele atuou como consultor político na campanha do presidente argentino em 2023 e atualmente trabalha como assessor do presidente boliviano.
A defesa do acusado argumentou que direitos foram violados, alegando que o consulado argentino não foi notificado sobre o caso. Os advogados pediram a anulação das suspeitas, focando em mensagens obtidas em análise forense de celular. O juiz rejeitou os argumentos, aceitando as conversas como prova fundamental.
Segundo relatos, a advogada foi atacada por dois homens vestidos como entregadores. Ela declarou, após ser hospitalizada, que fingiu estar morta para evitar ser assassinada. O presidente boliviano declarou solidariedade à advogada e instruiu autoridades a investigar o ocorrido.
O comandante da polícia de Santa Cruz de la Sierra informou que a investigação sobre o envolvimento do acusado no atentado segue em andamento. O ex-consultor foi detido no aeroporto de Viru Viru enquanto tentava embarcar para a Argentina.

