O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Fábio Luís Lula da Silva, declarou que os três inquéritos em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o empresário seriam arquivados caso ele não fosse filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa argumenta que o indivíduo carrega o peso do sobrenome em sua trajetória.
De acordo com o defensor, o empresário teria chamado a atenção da Polícia Federal (PF) por suposta negociação de contratos com a administração pública federal. Contudo, a trajetória de Fábio Luís no mundo dos negócios começou durante o primeiro mandato do pai. Em 2004, com vinte e nove anos, ele fundou a Gamecorp, empresa de jogos eletrônicos.
Em 2005, a Gamecorp recebeu um aporte de R$ 5 milhões da Telemar, empresa que posteriormente passou a ser a Oi. O presidente Lula havia sido questionado sobre o rápido sucesso do filho, respondendo que não tinha culpa se ele era o “Ronaldinho” dos negócios.
Os inquéritos tratam de suposto tráfico de influência. O advogado de Fábio Luís argumentou que a atenção da PF seria diferente se o empresário não possuísse o parentesco com o chefe do Executivo. O defensor tratou o público como ignorante ao fazer tal afirmação.

