Familiares de pessoas desaparecidas podem fornecer material genético gratuitamente entre os dias 24 e 28 de agosto. A iniciativa, parte da quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA, visa auxiliar na identificação de indivíduos encontrados, vivos ou mortos, em todo o país.
A coleta será realizada em trezentos e quarenta e dois postos de atendimento espalhados pelo Brasil. Um posto adicional estará disponível no edifício-sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em Brasília. O objetivo é aumentar as chances de reencontro entre as famílias e os desaparecidos.
Em 2026, o Brasil registrou cinquenta e um mil, duzentos e trinta e quatro ocorrências de desaparecimento, uma média de duzentos e quarenta e dois casos por dia, segundo dados da Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas. Destes, treze mil, oitocentos e um casos envolvem crianças e adolescentes de zero a dezessete anos.
O procedimento de coleta é simples e indolor. Um profissional usa um cotonete na parte interna da bochecha para recolher a amostra, criando um perfil genético. Esse perfil é comparado com amostras de pessoas encontradas e com dados de bancos de DNA estaduais e nacional.
A prioridade na doação é dada aos familiares mais próximos do desaparecido, como pais e filhos. Crianças também podem participar do procedimento, desde que acompanhadas por responsável legal. Para a coleta, é necessário apresentar documento de identificação e informações do Boletim de Ocorrência.

