O líder do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, declarou neste sábado, dia 22 de agosto de 2026, que nações que participarem da disputa econômica dos Estados Unidos serão tratadas como inimigas do país persa. Rezaei afirmou que o Irã buscará manter o conflito afastado de países vizinhos, mas ameaçou ações severas caso isso não ocorra.
O iraniano, que fez declarações à emissora estatal Irib, explicou que o Irã negociará com as nações para que permaneçam fora da disputa. Contudo, ele advertiu que, se os vizinhos optarem por se juntar ao cerco norte-americano, o Irã impedirá a exportação de petróleo pelo Estreito de Ormuz. “Estamos dizendo a todos os países vizinhos para não se juntarem à guerra econômica dos EUA; caso contrário, nós os consideraremos inimigos”, afirmou Rezaei.
A chancelaria iraniana considera as punições econômicas norte-americanas como uma “declaração de guerra” contra todas as nações, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã. O órgão declarou que a medida visa o exercício de soberania extraterritorial pelos Estados Unidos sobre países membros da ONU.
As tensões aumentam após anúncios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quarta-feira, dia 19 de agosto. Trump anunciou uma nova ofensiva econômica contra o Irã, que será detalhada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, na segunda-feira, dia 24 de agosto. O presidente americano disse que a medida seria a “operação econômica mais esmagadora já adotada contra qualquer país”.
Além disso, Trump declarou em sua rede social Truth Social que nações que apoiarem financeiramente o Irã enfrentarão “enormes consequências econômicas”. O Estreito de Ormuz permanece no centro da disputa, passagem crucial para o comércio global de petróleo.


