O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, discursarão na abertura da Assembleia-Geral da ONU, em 22 de setembro. O encontro segue um telefonema entre os chefes de Estado realizado na sexta-feira, dia 21, e ocorre em Nova York.
A tradição estabelece que o Brasil abre os trabalhos do evento, reunindo autoridades de todas as nações Unidas. Trump falará em seguida. O Palácio do Planalto classificou a ligação entre os líderes como “amistosa e cordial”. A Casa Branca não deu qualificações à conversa, que pode gerar uma reunião informal entre os dois no local.
Em 2025, Lula e Trump se encontraram brevemente na Sala GA-0200. Esse primeiro contato presencial ocorreu após articulação entre o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, e Richard Grenell, assessor de Trump. A reunião inicial foi motivada pelo distanciamento das relações entre Brasília e Washington, gerado por tarifas americanas à economia brasileira.
As relações entre os dois países sofreram turbulências após uma trégua em 2025. Washington impôs novos tarifas, amparados na Seção 301, e um assessor do Departamento de Estado equiparou o Brasil a ditaduras. Em julho passado, um veículo de comunicação reportou que dois assessores do Departamento de Estado, sob comando de Marco Rubio, viajariam ao Brasil para questionar o sistema eleitoral.
Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, anunciou uma videoconferência com Jamieson Greer, arquiteto das sanções americanas. Os dois líderes, que retornaram ao poder após processos criminais, devem se encontrar novamente em setembro, apesar da fragmentação na administração Trump.

