A Braskem avalia novas proteções contra execuções enquanto negocia a reestruturação de sua estrutura de capital, informou a empresa. O movimento ocorre com a proximidade do fim da tutela judicial que suspendeu, por 60 dias, constrições de credores.
A manifestação da petroquímica ocorreu em resposta a um questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o preparo para um pedido de recuperação extrajudicial. Segundo a Braskem, as conversas com credores financeiros se intensificaram nas últimas semanas e continuam em andamento.
Entre as alternativas discutidas, há uma eventual capitalização e o uso de ativos como garantia. Grupos de credores já enviaram propostas indicativas, que estão sendo analisadas pela empresa e seus assessores financeiros e jurídicos. As negociações abrangem detentores e gestores de notas seniores e debêntures da companhia.
Em São Paulo, a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais concedeu uma tutela cautelar que suspendeu determinadas execuções por 60 dias. Essa proteção atingiu credores convidados a participar de uma mediação entre a Braskem e algumas de suas controladas. Nos Estados Unidos, o grupo buscou medida similar e obteve um “automatic stay” preliminar.

