O presidente Donald Trump anunciou a isenção de tarifas para a importação de até 300 mil toneladas de carne moída nos Estados Unidos em um prazo de noventa dias. A ação visa reduzir preços ao consumidor americano, e pode gerar um benefício potencial de US$ 500 milhões para exportadores brasileiros.
A decisão, comunicada pelo republicano, permite a entrada do produto com desconto de vinte e cinco por cento sobre os preços de mercado. A carne bovina é um item de preço elevado para os consumidores americanos, o que motivou a mudança, segundo Trump, em um esforço para combater a inflação.
Os frigoríficos brasileiros veem na medida uma oportunidade, visto que enfrentavam restrições de cota para venda na China. Os EUA são o segundo maior comprador de carne bovina do Brasil, representando doze por cento do total exportado, atrás apenas da China, que compra quarenta e quatro por cento.
Entre janeiro e julho, frigoríficos brasileiros exportaram 233 mil toneladas aos EUA, gerando uma receita de US$ 1,5 bilhão. Com o novo acordo, as 300 mil toneladas importadas pelos EUA representam um valor de US$ 1,9 bilhão, e a dispensa da tarifa extracota de vinte e seis vírgula cinco por cento gera o ganho de US$ 500 milhões.
Um analista da XP Investimentos apontou que a companhia Minerva deve ser a mais beneficiada entre os frigoríficos. A empresa possui cinquenta e cinco por cento de sua receita oriunda de vendas de carne bovina produzida no Brasil, além de ter operações no Uruguai e Argentina.


